Bibliotecas Parque e a Agenda 2030: análise das atividades no Rio de Janeiro

Daniela Spudeit, Jorge Moisés Kroll do Prado

Resumo


O presente trabalho teve como objetivo analisar as ações desenvolvidas pelas bibliotecas parques no estado do Rio de Janeiro para verificar se contemplavam as premissas de sustentabilidade propostas pela Agenda 2030. Caracteriza-se como pesquisa descritiva e bibliográfica quanto aos objetivos e meios usados. Para atingir ao objetivo, foi feita uma coleta de dados nas notícias divulgadas no site e nas fanpages (página do Facebook) das bibliotecas parques no Rio de Janeiro, localizadas na comunidade da Rocinha, de Manguinhos, no centro da cidade do Rio de Janeiro e no centro da cidade de Niterói, no período de 01 de janeiro a 29 de dezembro de 2016, para verificar quais as ações eram desenvolvidas que já contemplavam os 17 objetivos da Agenda 2030. Conclui-se que grande parte das atividades realizadas nas bibliotecas pesquisadas contempla o que prerroga a Agenda 2030. Entretanto, salienta-se a necessidade de desenvolver mais atividades voltadas para empoderar as mulheres, homossexuais, negros e incluir pessoas com deficiências, povos indígenas, grupos marginalizados, refugiados, imigrantes. Também são bem-vindas a realização de ações voltadas para promoção de um sistema de intercâmbio e circulação de materiais que reduzam a geração de resíduos e orientem sobre gestão da água, pesca, uso da terra, caça, saneamento, informes meteorológicos, produtores agrícolas para cultivo mais sustentável, que proporcionem o bem-estar e cuidados médicos da população. Como as bibliotecas do Rio de Janeiro foram fechadas pelo governo do estado em dezembro de 2016, salienta-se a urgência da abertura desses espaços para garantir o andamento do grandioso trabalho e cumprimento da Agenda 2030. Aponta-se também a necessidade de ampliação dos horários (inclusive fins de semana e feriados), aberturas de concursos públicos para contratação efetiva de pessoas qualificadas para atuarem nestes ambientes afim de promover maior periodicidade das ações de forma sistemática e a sustentabilidade das próprias bibliotecas que precisam ter recursos anuais estabelecidos e gestão independente.

Palavras-chave


Biblioteca pública; Biblioteca parque; Sustentabilidade; Agenda 2030; ONU

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